Nós, como sujeitos num mundo cada vez mais midiático, somos indubitavelmente impactados por aquilo que lemos todos os dias. Por isso, parece-me vital que pensemos as distintas dinâmicas envolvidas no processo de construção das notícias, para que estejamos atentos e possamos fazer leituras mais conscientes, dado que, no jornalismo, o que lemos são traços e perspectivas sobre dada realidade, nunca a realidade em si, desdobrada diante de nós em um texto. É nesse sentido que entendo que a voz passiva não precisa ser a única (ou majoritária) maneira de se reportar casos de feminicídio (ou assassinatos em geral), ignorando tantas vezes o agressor. É também nesse sentido que questiono a escolha por imagens “festivas” de casais quando há violência envolvida na notícia relatada. Também poderia ser incluída uma discussão mais aprofundada sobre o papel de cada agente do Estado na manutenção de uma cidade segura, assim como deveríamos ampliar e aprofundar as discussões sobre o racismo, sem supor seu fim em função de uma mobilização viral nas redes.

Pensando nos materiais apresentados e no que você aprendeu no Estudo de Caso, escreva um texto (com no mínimo 20 e no máximo 30) refletindo sobre a importância da utilização de uma linguagem mais precisa e mais empática por parte dos profissionais de comunicação (independentemente da área de atuação).

No texto, você deve apresentar pelo menos dois exemplos reais de produtos de comunicação que deram errado de alguma forma: seja por reforçar algum estereótipo, por não ter ficado claro para o público, entre outras situações. Além disso, deve propor soluções para que isso não aconteça.

Dicas para realização da atividade:

– Assista ao Estudo de Caso da disciplina.

– Leia a atividade com calma e mais de uma vez, se for preciso.

– Pesquise os materiais em fontes confiáveis.

– Utilize uma argumentação sólida.

– Revise seu texto antes de enviar.

Faculdade: Unicesumar